segunda-feira, 19 de agosto de 2013

MARAGUÁS NO CENARIO DA LITERATURA NACIONAL

OS ESCRITORES INDÍGENAS MARAGUÁS da esquerda para a direita: Elias Yaguakãg, Roni Wasiry Guará e Yaguarê Yamã. Durante o lançamento do livro "PEQUENAS GUERREIRAS" FTD, de Yaguarê Yamã, no Salao do Livro Infanto Juvenil, no Rio de Janeiro.2013




                
                              MARAGUÁS NO CENÁRIO DA LITERATURA NACIONAL

Ja não é de hoje que a LITERATURA INDÍGENA ganha destaque no cenario nacional. Desde a chegada do nome de Daniel Mundurku no mercado editorial que essa tão combatida literatura vem ganhando espaço e concretizando o que há de melhor na relação POVO INDÍGENA E POVO BRASILEIRO.
Trazendo consigo o fim dos estereótipos a muitos usado por escritores sem compromisso com a verdadeira identidade indígena, essa literatura vem cada vez mais conquistando espaço com os próprios escritores indigenas.
Entre esses escritores que acabam de destacar nesse novo cenario da literatura estão cinco escritores indígenas do povo maraguá, um povo cujo territorio, ainda em litigio com madeireiros e invasores de terra. São Eles: Yaguarê Yamã, 
                          Roni Wasiry Guará, 
                          Elias Yaguakãg, 
                          Uziel Guaynê 
                          Lia Minapoty.
As atividades exercitadas por esses escritores coloca o povo maraguá em evidencia e amplia informações a seu respeito como uma forma de divulga-lo na grande midia. Está ai s conquistas alcançadas por suas lideranças em tão pouco tempo.
Uma mostra de organização e atuação do movimento indigena aliado a essa NOVA LITERATURA INDIGENA NACIONAL.

 

LANÇAMENTO DO LIVRO YAGUARÃBOIA - A MULHER ONÇA


 LIVRO LANÇADO EM 2013, PELA editora LEYA
 

 O livro YAGUARÃBOIA - A MULHER ONÇA
foi lançado no SALÃO DO LIVRO INFANTO JUVENIL (FNLIJ) DO RIO DE JANEIRO, 2013.
Mostra mais um excelente trabalho realizado por Yaguarê Yamã em prol do movimento indigenabrasileiro, pela literatura indigena nacional. 







Sinopse: Yaguarê Yamã© escritor, Ilustrador e geógrafo formado pela Universidade de Santo Amaro – UNISA-SP. Nasceu no Amazonas e morou por muitos anos em São Paulo, onde lecionou em escolas publicas e palestrou sobre temática indi­gena e ambiental. Atua como li­der indi­gena do povo Maraguá, motivo pelo qual regressou ao Amazonas em 2004, com o intuito de lutar pelos direitos de seu povo e pela demarcaçao de sua terras no rio Abacaxis. Desde 2011 mora na cidade de Parintins, no Amazonas, onde leciona para o ensino medio em escola publica. É casado com a tambem escritora Lia Minapoty.
Como ilustrador, ilustrou seus próprios livros e de autores consagrados como Daniel Munduruku. Vários de seus livros foram selecionados pelo PNBE, além de receber prêmios como o internacional The White Ravens (seleção da Biblioteca de Berlim/ Alemanha) com o livro Sehaypóri, o livro sagrado do povo Sateré-Mawé (editora Peiropolis) livro que também representou o Brasil na seleção da Biblioteca de Bolonha – Italia.

sábado, 1 de junho de 2013



MEU NOVO LIVRO COM ILUSTRAÇÕES DE UZIEL GUAYNE

"Você está preparado para conhecer a história de
Myrakãwéra?
Yaguarê Yamã reúne a lenda dos parintins e dos maraguás,
povos indígenas do Amazonas, para contar as incríveis
aventuras dos curumins Ãgnáw e Ãgapany na região
amaldiçoada de Myrakãwéra.
Ninguém está a salvo dos temidos mortos-vivos e das
formigas gigantes que aterrorizam o lugar!"

publicado pela EDITORA BIRUTA, esse livro pertence a ordem da LITERATURA FANTASTICA, E SERÁ LANÇADO EM JUNHO, NO SALÃO DO LIVRO DA FNLIJ, NO RIO DE JANEIRO.


EDITORA BIRUTA, ANO 2013
AUTOR YAGUARE YAMA
ILUSTRADOR UZIEL GUAYNE

domingo, 9 de dezembro de 2012

Mais doisl ivros lançados pela Editora Peiropolis


Mais dois livros lançados pela editora Peiropolis, uma editora preocupada com as minorias e que dá espaço a essa parte da sociedade brasileira.

* A origem do Beija-flor - Livro Bilingue Portugues-Maraguá que mostra a sociedade brasileira o lado humano e simples de um povo cuja lingua corre risco de extinção.

* Contos da Floresta - Livro que narra contos engraçados e ao mesmo tempo assutadores, igual e da mesma forma que os contadores de historias indigenas contam aos seus filhos aos pores-de-sois em suas aldeias.

Uma homenagem de Yaguarê Yamã

Um verdadeiro livro de tematica indigena e brasileira

                    Um dos mais mais lindos livros de minha autoria, que mostra de uma maneira clara e objetiva aos adultos e crianças do Brasil a melhor pratica da Lingua Tupi, a verdadeira lingua Brasileira.
                      A editora Pallas, grande divulgadora da cultura afro-brasileira, agora aporta no universo da literatura Indigena com o livro FALANDO TUPI, de minha autoria, vale lembrar da importancia que se deve dar ao escritor nativo. O conhecimento de dentro é a certeza do cuidado com a verdade sobre a tematica.
                     As ilustrações de Geraldo Valerio trasnforma esse livro no icone da atualidade no que há de melhor da literatura infantil e de tematica indigena.
 
 
Por Yaguarê Yamã

sábado, 8 de dezembro de 2012


PORTUGUÊS NÃO! LINGUA BRASILEIRA



... PRONTO! FALEI.


                            Não sei por que pessoas que se autodenominam cultas não reconhecem a língua brasílica? Essa língua tão bonita, formada a partir das entranhas da língua portuguesa e mescladas com o Tupi antigo e línguas africanas. Teimam em chama-la de Língua Portuguesa, alguns para não exagerar no erro, tentam o jeitinho brasileiro e a chamam de “Língua Portuguesa do Brasil”. Mas ai vem em mim a duvida: O português não é único? Por que então há um português europeu e outro no Brasil? Alguém me disse um dia que o motivo do não reconhecimento é puramente politico. Não querem desvincular-se da cultura portuguesa. O interesse em manter-se atrelado ao português como parte do português é geopolítico, vendo nisso uma maneira mais fácil de manter em evidencia. Para mim é desculpa. O Brasil é bem mais influente que Portugal e já a tempos que é o que é: potencia mundial. Acredito por alguns motivos que ele carrega Portugal e sua cultura portuguesa nas costas. E sozinho. Parece até que a metrópole era o Brasil e a colônia era Portugal. Não sei também porque motivo meus ancestrais os índios do Brasil se deixaram colonizar-se por tão pouco. Tão pouca gente, tão pouca solidez e por um pequeno reino nas bordas da Europa, exprimido nas falésias do continente, nos barrancos ocidentais do mesmo. Os nossos eram muitos, mas ai é que está o erro: A ignorância nos faz pequeno e a desunião nos transforma em fracos. Porem isso já faz tempo, não dá mais para voltar atrás. Entender a história é que hoje é valido.

             Aí volto à questão da “Língua Portuguesa do Brasil”.  Eu que sou professor de geografia para o ensino médio, na rede estadual de ensino no estado do Amazonas, observo os alunos se esforçarem em aprender na escrita a oficialmente chamada “norma culta”. Sem entender o porquê de estuda-la sendo que não a praticam no cotidiano. Uma vez, um deles me disse: - Os portugueses é que são inteligentes: Sabem falar português tão bem na norma culta! Enquanto isso, nós brasileiros, poucos a falamos, só falamos errado... Nesse linguajar das ruas.” Mas pensando bem... A resposta é obvia. É esse “linguajar das ruas” que é a nossa língua verdadeira. E não só o linguajar das ruas, mas o linguajar das favelas, das roças, dos rios, dos sertões, dos pampas, dos pantanais, dos centrões, dos igarapés... Nas mais altas favelas do Rio de Janeiro, passando pelos baixos campos gaúchos até as longínquas regiões da Amazônia brasileira, onde possa habitar um “matuto, um malandro, uma mano, um gaúcho, um pantaneiro, um caboco” um caipira, um “arigó”. Juntando todos eles é que formamos a Nossa Língua. A Língua brasílica – a língua dos brasileiros. Não a que estudamos. Língua culta para nós, é a língua do cotidiano dos portugueses. E aqui nós precisamos nos esforçar para atua-la. Isso não é um exagero? Se torna fácil para um português por ser obvio. A língua é portuguesa e por tanto é língua dos portugueses, não é língua dos brasileiros, a língua dos brasileiros está aqui: “Amigo, me dá um cigarro...” ou “amigo, mim dá um cigarro...” E isso infelizmente não é valorizado. As autoridades ignoram nosso verdadeiro idioma, os intelectuais da linguística, “senhores absolutos do Português e seus fieis escudeiros” a suprimem desde sua origem (favelas, ruas, florestas, sertões...) e retaliam a todos que ousam afronta-la na sua norma mais “pura”.  Assim, nós mortais e subjugados brasileirinhos acorrentamo-nos atrelados a esse vicio de viver papagaiando o sintaxe lusíada.

                                                                                                       Por Yaguarê Yamã

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Um livro que mostra as belezas do povo Maraguá

Um novo livro dos autores indigenas Yaguarê Yamã e Lia Minapoty é lançado.

Trata-se do " A arvore de carne", publicado pela editora Alaude através do Selo Tordesilhas.
Com visões amplamente indigenas seguindo as caracteristicas de contar historias tradicionais, buscamos com isso aprofundar mais os laços  entre a cultura indigena e a sociedade não-indigena.

 Esse é um livro que nos fez repensar muito de nós como lideranças indigenas e nossa atuação como autores.
Um livro que mostra a cultura indigena e seu vinculo com a terra e com a esencia da natureza. Acredito que de todos meus livros, esse é o que completa ou une o que há de mais especial da inspiração indigena com a literatura. 

Agradecemos a todos os que nos apoiam e atuam para fazer da literatura indigena mais divulgada e valorisada. Um agradecimento em especial a nossos amigos Leda Cintra, Joacyr Pereira Furtado, Daniel Munduruku, Daniel Gulassa, Cristino Wapixana, Denise Cantuaria, Renata Borges, Edina Martins, Ione Melonne Nasar, Suzi Sertã, Ciciliane Alves, Luis Helmister, Rene Kintawlu, Tino Freitas, Ana Paula, Andrea Monteiro, Joyce Belyt, Olivio Jekupé, Elias Yaguakãg, Uziel Guayne, Lucia Mynssen, Rafael Crespo e Mariza Foá.
A arvore de carne
Editora Alaude (Tordesilhas)

Autores: Lia Minapoty e Yaguarê Yamã
ano: 2012